Quando somos adolescentes, ficamos martelando na cabeça todos os dias, o que vou ser quando crescer? Acredito que não adianta muito ficar queimando o pouco do juízo que lhe é concebido. Eu por exemplo, cresci dentro de um estúdio de rádio, ouvindo meu pai todos os dias na rádio apontando o dedo para o homem da mesa de som para ele soltar a música de intervalo, nossa, sempre tive vontade de fazer aquele gesto, era tão fascinante. Desde já, achava um ambiente agradável, mal sabia eu que seria meu destino futuro. Adorava aquela sala toda forrada de espuma e fitas, sem falar naquele ar condicionado geladinho. Não posso esquecer também que aquela sala tinha um cheirinho bom, cheiro de fita guardada, de ambiente fechado, cheiro de rádio.
O tempo passou, e nunca tirei da idéia a vontade de seguir o jornalismo. Quando eu era adolescente, achava lindo quem apresentava os programas televisivos, como hoje faz muito bem a tão admirada Fátima Bernardes. Mas, com o passar do tempo, percebi que ser jornalista não é somente isso, é muito mais. A carga de responsabilidade que nos é encarregada é exorbitante. Jornalistas trabalham como “loucos”, tem hora de para tudo, tempo estimado para preparar uma matéria, tempo para passá-la para um computador, tempo para editá-la, enfim, tempo até para falar.
Você já imaginou o que está falando com várias pessoas ao mesmo tempo? E ver sua primeira matéria publicada em um jornal? Oh! Para quem gosta mesmo do que faz, é o mesmo que ganhar um Oscar. E a primeira entrevista? Nossa, me senti mais responsável, senti que estava contribuindo para a vida das pessoas. Ah, e a primeira vez que você vai ao ar? Bom, já sobre isso, sem palavras. É preciso muito treino, muita técnica, muita carga de responsabilidade, não é faltar expor o rostinho para todos vêem e observarem cada palavra que é falada.
Desafios, problemas, decepções, riscos, enfim, sempre haverá algo ou alguém para dizer que você não é capaz ou que não tens potencial para ser alguém. No mundo da comunicação, temos que aprender a conviver com concorrência acirrada, a maioria quer um lugar na mídia para mostrar o rosto ou até mesmo assinar o nome no jornal.
Sinto que muitos obstáculos estão por vir, mas, o importante é que eu já comecei a minha trajetória, e cada vez mais, sinto que é isso mesmo que eu quero para minha vida. Não será pouca coisa que me desvirtuara de minhas vontades.
Seja o que for, faça o que desejas!
Boa sorte!
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